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Manifestações contra os transgênicos marcam o Dia Mundial da Alimentação PDF Imprimir E-mail
17-Out-2006
Os protestos foram realizados pela Organização Não-Governamental (ONG) Greenpeace, que faz campanha para alertar a população sobre os impactos dos transgênicos na biodiversidade e na saúde humana.




Manifestantes do Greenpeace rotulam transgênicos nos supermercados. Foto: Jeremy SuttonClique aqui para ouvir (1´56´´ / 453 Kb) - As transnacionais da alimentação estão no Brasil e no mundo controlando desde as sementes até a comercialização dos alimentos processados. Nesta segunda-feira (16), Dia Mundial da Alimentação, manifestações contra os transgênicos (organismos geneticamente modificados) marcaram a data em diversas capitais brasileiras. Os protestos foram realizados pela Organização Não-Governamental (ONG) Greenpeace, que faz campanha para alertar a população sobre os impactos dos transgênicos na biodiversidade e na saúde humana.

Movimentos sociais rurais também denunciam que a expansão dos transgênicos gera maior dependência do agricultor no pagamento dos “royalties”, que são as taxas impostas pelas transnacionais pelo uso da patente da semente. Segundo Marina Santos, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), as transnacionais atuam com um modelo econômico e tecnológico de exploração, baseado na destruição do meio ambiente, desperdício energético e na expulsão de milhares de agricultores do campo.

“Na verdade sempre desenvolveram seus projetos violentando a população camponesa dos diversos países do mundo, onde eles têm feito grandes investimentos, principalmente na produção dos monocultivos para exportação, têm explorado os recursos naturais e têm se apropriado das grandes extensões de terras. E têm trazido como conseqüência grandes concentrações de terra, principalmente nos países de terceiro mundo, e o Brasil é grande exemplo disso, e gerado desemprego massivo no campo.”

Em 2005, as dez maiores empresas produtoras de sementes controlavam quase metade do mercado. São empresas como a Monsanto, Cargill, Syngenta, Basf e muitas outras, que possuem sede no Europa ou nos Estados Unidos e se instalam em outros países da América Latina e África, onde a mão-de-obra é mais barata e os governos oferecem incentivos fiscais.

De São Paulo, da Agência Notícias do Planalto, Danilo Augusto
 
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